2018 in review: BR

Death metal, folk, rock’n’roll… os cinco melhores álbuns nacionais de 2018 na opinião da casa

Foto: Divulgação

2018 in review: BR

Ao contrário do ano passado (confira aqui como foi), a retrospectiva de 2018 foi dividida entre discos internacionais e nacionais: os trabalhos de artistas brasileiros saíram do Top 20 para formar um Top 5. A lista, na verdade, teria dez títulos, mas a missão foi abortada porque (i) dois deles foram originalmente lançados em 2017 – os álbuns de estreia do Galactic Gulag, To the Stars By Hard Ways, e do Blind Horse, Patagonia –, apesar de a divulgação de ambos ter sido efetivamente feita no ano seguinte; e (ii) um CD em potencial – Imortal, do Azul Limão – chegou às lojas no apagar das luzes. Assim sendo, entre todos os que tiveram a devida audição da casa ao longo de 2018, os cinco melhores são:

#5 Corsair (LIVING LOUDER) – O power trio paulista continua bebendo na fonte do rock dos anos 60 e 70, e o seu segundo álbum mostra grande evolução um ano depois do homônimo disco de estreia. Nas músicas e na produção (clique aqui para ler a resenha).


#4 Inverno Mineiro (KHADHU CAPANEMA) – Baixista e vocalista do Cartoon, o multi-instrumentista mostra em seu primeiro trabalho solo, bem pessoal, a inquietude musical que faz da banda mineira parte da vida inteligente do rock progressivo (clique aqui para ler a resenha).


#3 Postcards from the Black Sun (SIXTY-NINE CRASH) – Sem medo de arriscar, a banda carioca trocou o lado glam e sleaze do hard rock por uma sonoridade mais pesada e moderna. E acertou em cheio num trabalho denso e contagiante (clique aqui para ler a resenha).


#2 Scourge of the Enthroned (KRISIUN) – Um dos grandes orgulhos do metal brasileiro e um dos maiores nomes do death metal. Pule de dez a cada lançamento, o trio gaúcho voltou aos anos dourados do estilo para uma aula de brutalidade e melodia (clique aqui para ler a resenha).


#1 ØMNI (ANGRA) – Assim como nas eras Andre Matos e Edu Falaschi, o Angra faz na gestão Fabio Lione um de seus discos definitivos. O melhor da banda em 14 anos, diga-se, e com uma convidada que valeu também todo o marketing orgânico (clique aqui para ler a resenha).


MÉTODO DE AVALIAÇÃO

Quebre, Passe longe, Vale a audição, Divirta-se, Pode comprar e Obrigatório. O que isso quer dizer para quem lê as resenhas publicadas visando à retrospectiva 2018 (e todas as outras a partir de agora)? Que o leitor deve decidir por ele mesmo se o CD deve passar batido ou ir direto para a sua coleção. Por quê? Porque a resenha traduz a opinião de quem escreve. Goste ou não o fã, resenha de disco sempre foi, continua sendo e sempre será a opinião do autor. No entanto, como dar nota é algo que nunca foi do agrado da casa, a saída foi arrumar alguns quesitos. Com um toque de diversão.

Quebre é apenas figura de linguagem, obviamente, e Obrigatório não significa necessariamente que o álbum é nota 10. Levando-se em consideração os dois extremos da avaliação, são apenas dicas de que ou o trabalho serve apenas para pegar poeira na estante, no caso de você fazer questão de ter a coleção completa, ou é indispensável para quem curte o estilo e/ou a banda. E as outras quatro categorias? Com as plataformas de streaming, você pode conferir o disco e aí concordar ou discordar. No entanto, sempre que puder, compre o produto físico e original. Quem faz música e vive dela agradece.

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