Saxon – Thunderbolt

Silver Lining/Shinigami | Nacional | 2018

Foto: Divulgação

Saxon – Thunderbolt

Por Daniel Dutra | Fotos: Divulgação

Não é de hoje que o Saxon vem mostrando uma regularidade impressionante, mas parece que a banda entrou rejuvenescida na década de 2010, numa escalada que resultou em seu melhor álbum no mesmo período. Curiosamente, Biff Byford (vocal), Paul Quinn e Doug Scarratt (guitarras), Nibbs Carter (baixo) e Nigel Glockler (bateria) foram enaltecidos ao lado de outros grupos veteranos do heavy metal que soltaram novos trabalhos em 2018. Muito justo, até porque Thunderbolt é o melhor entre todos os lançados pelos quarentões (ou quase cinquentões) no ano que passou.

É só ouvir a faixa-título para perceber o poder de fogo dos ingleses. É metal tradicional de excelência, com um refrão pronto para os shows. Aliás, não falta material feito especialmente para os pés, garganta e pescoço dos fãs. Quer mais um refrão poderoso? Fique com a ótima e animada Speed Merchants. Quer mais animação? Escute Roadie’s Song, baita canção – e homenagem, sacou o titulo? – com três ingredientes saborosos: paradinhas para a plateia se esgoelar num grito de “hei!”; as viradas mágicas de Glockler; e um grande riff de guitarra, porque, lembre-se, aqui é heavy metal.


E é riff que você quer? Então fique com The Secret of Flight, que ainda traz de quebra uma baita melodia vocal e um solo de dar gosto, ou com duas das melhores canções de Thunderbolt: Sniper e Predator, porque elas são mesmo espetaculares, daquelas que têm um andamento tão contagioso que fazem você começar a bater cabeça sem perceber. A última, diga-se, ainda conta com Johan Hegg, do Amon Amarth, dividindo o microfone com Byford, e o resultado da união de duas vezes tão distintas, mas poderosas, ficou bom demais.

Claro, há momentos mais comuns, como a cadenciada A Wizard’s Tale, ou não tão comuns assim mesmo dentro da obviedade. É o caso da épica Nosferatu (The Vampires Waltz), cujo previsível clima fantasmagórico e assustador no instrumental foi feito com maestria. Tanto que a sua versão crua, que entrou no CD como faixa bônus, tem uma sonoridade mais metal, mas em boa parte do charme. Charme que não falta a Sons of Odin, muito graças ao bonito refrão e a um tema de guitarra cheio de feeling.


Por último, é impossível não reservar um parágrafo apenas para They Played Rock and Roll. Ela empata no pódio das melhores faixas de Thunderbolt, ao lado de Sniper e Predator, mas dá para dizer que leva vantagem num eventual desempate: é especial, e seu videoclipe, emocionante. O título lhe diz alguma coisa? Exatamente. Por razões sentimentais, pode ser a faixa para apresentar Thunderbolt, e ajuda o fato de ser arrasadora, fazendo jus aos homenageados Lemmy Kilmister e seu Motörhead. É um tributo a caráter – musicalmente, a canção tem a mesma estrutura rock’n’roll à la Motörhead –, remetendo à turnê que as duas bandas fizeram juntas no fim dos anos 70, início dos 80. Para ouvir sem parar.

Faixas
1. Olympus Rising
2. Thunderbolt
3. The Secret of Flight
4. Nosferatu (The Vampire’s Waltz)
5. They Played Rock and Roll
6. Predator
7. Sons of Odin
8. Sniper
9. A Wizard’s Tale
10. Speed Merchants
11. Roadie’s Song
12. Nosferatu (The Vampire’s Waltz) [Raw Version] (bônus)


Banda
Biff Byford – vocal
Paul Quinn – guitarra
Doug Scarratt – guitarra
Nibbs Carter – baixo
Nigel Glockler – bateria


Lançamento: 02/02/2018

Produção e mixagem: Andy Sneap

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