Ultraphonix – Original Human Music

earMusic/Shinigami | Nacional | 2018

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Ultraphonix – Original Human Music

Por Daniel Dutra | Fotos: Divulgação

“O álbum soa como uma fusão de Red Hot Chili Peppers antigo com King Crimson e Judas Priest. É uma banda superdivertida”, disse George Lynch. “Eu adoro essas músicas, que são muito, mas muito interessantes. E ser muito interessante significa assumir um monte de coisas”, emendou Corey Glover, completando seu raciocínio sobre o Ultraphonix. “Você ouve um pouco de mim e do George, ou do Pancho e do Chris, mas a combinação de nós quatro juntos fazendo acontecer soa bastante particular. Não queríamos fazer uma música que não tivesse características bem definidas, mas também não queríamos fazer um disco do Dokken ou do Living Colour. Queríamos fazer algo que prestasse homenagem ao Dokken e ao Living Colour, mas que seguisse em frente.”

Pronto, curiosidade a mil por hora para ouvir a música criada pelo guitarrista e pelo vocalista no Ultraphonix, com os ótimos Pancho Tomaselli (baixo) e Chris Moore (bateria). E que disco sensacional é Original Human Music! É possível encontrar resquícios de Living Colour na dobradinha Free e Wasteland – esta basicamente uma repetição da anterior –, graças a sua estrutura e letra; ou nas matadoras Take a Stand (mais uma letra da dar gosto) e Ain’t Too Late, ambas com levadas sensacionais, cortesia de Moore, e refrãos para levantar e aplaudir de pé.


Mas o quarteto tem um jeito único de fazer groove. Ouça Counter Culture (anote aí: mais uma baita letra); Baptism, com a sintonia fina entre melodias vocais, baixo e riffs; e a genial Soul Control, na qual Tomaselli e Moore metem um suingue em cima de uma melodia vocal totalmente antagônica, além de uma ponte e de um refrão que levantam defunto. A cozinha do Ultraphonix merece mesmo menção especial, pois consegue se destacar e vez ou outra até mesmo ofuscar quem dá as cartas. Ou seja, Lynch e Glover. Mas a dupla mais famosa brilha em todo o álbum.

O guitarrista detona em Walk Run Crawl, com um solo absurdo e um riff perfeito para acompanhar a levada; e Another Day, com um dedilhado de arrepiar da ponte para o refrão, além de mais um solo de babar. Glover, aliás, também se destaca em Another Day, mas arregaça mesmo na bonita Heart Full of Rain, veículo construído para ser guiado especialmente por sua voz; em What You Say e seu refrão nervoso; e no arrasa-quarteirão Power Trip. E eu falei das letras do vocalista, né? Elas esbanjam inteligência político-social e são uma lição de moral para quem assina embaixo do discurso de ódio e de preconceitos.


Faixas
1. Baptism
2. Another Day
3. Walk Run Crawl
4. Counter Culture
5. Heart Full of Rain
6. Free
7. Wasteland
8. Take a Stand
9. Ain’t Too Late
10. Soul Control
11. What You Say
12. Power Trip


Banda
Corey Glover – vocal
George Lynch – guitarra
Poncho Tomaselli – baixo
Chris Moore – bateria

Lançamento: 03/08/2018

Produção e mixagem: Bob Daspit

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